Organizador de Viagens

Como criar ou formalizar sua agência de viagens [ Microempreendedor individual – MEI ]

De acordo com dados do SEBRAE (2017), existem 32.211 agências de viagens registradas em todo o Brasil. Sem contar o grande contingente de empresas que operam na informalidade. A maioria das empresas registradas está concentrada na região Sudeste (52%), enquanto o Nordeste conta com 19%, o Sul com 16%, o Centro-Oeste com 8% e o Norte com 5% desse total.

Os clientes estão cada vez mais exigentes e com maior poder de escolha, fazendo com que as agências de viagem enfrentem um mercado com alto grau de concorrência.

Em relação ao porte, cerca de 99,5% das empresas são pequenos negócios. A maior parte delas enquadra-se como Microempresa (ME), com 55%; seguida por Microempreendedor Individual (MEI), com 37%.

Durante o período de 2009 a 2014, o número de agências de viagens cresceu cerca de 118% ou 17% ao ano. Com grande incentivo dos eventos esportivos como Copa do Mundo e Olimpíadas.

Assim, para que uma agência de viagem possa evoluir e realmente se consolidar neste mercado competitivo, é necessário que busque um diferencial para o negócio, ou, no mínimo, acompanhe a evolução do mercado.

O objetivo das informações a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um empreendedor pode abrir caminho para sua evolução no mercado de turismo se formalizando, e assim, aproveitando todas as oportunidades que isso proporciona, como:

Os benefícios da formalização.

Como criar a organização formal de acordo com o faturamento de seu negócio.

Quais são as principais informações necessárias para tomar a iniciativa de empreender legalmente.

As ferramentas que ajudam a ter maior gestão e eficiência em seu negócio.

Obs: Não deixe de responder nossa pesquisa para organizadores de viagens. Vamos tornar este post ainda melhor! 

Para começar, é importante ressaltar as seguintes questões: O processo para a inclusão de seu negócio na formalização depende do tamanho atual do faturamento da sua agência de viagens.

Se você está interessado em se legalizar e tem receita total de até R$ 60.000 ou está entrando no mercado de turismo e ainda não tem receita relevante, a melhor forma de começar seu negócio é com o cadastro de uma MEI (Microempresa individual).

Caso sua empresa, mesmo que na informalidade, já está constituída, tem faturamento superior a R$ 60 mil ao ano (o valor aumentará para R$ 81 mil em 2018) e receitas abaixo de R$ 360 mil ao ano (o valor aumentará para R$ 900 mil em 2018). Sua melhor opção é começar pela abertura de uma Microempresa.

Para empreendedores que estão alinhados com a ideia de abrir uma MEI:

O Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário.

Não há taxas para a abertura deste tipo de empresa.

Para ser um microempreendedor individual, é necessário faturar no máximo até R$ 60.000,00 por ano ( R$ 81.000 a partir de 2018) e não ter  participação em outra empresa como sócio ou titular. Mas nada impede de ter parceiros ou sócios para ampliar a capacidade de faturamento de seu grupo.

O valor máximo do faturamento não é um limitante, quando você perceber o aumento nas vendas pode optar pelo enquadramento em outra categoria.

O MEI também pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. Com custo fixo de R$ 96 por mês

Entre as vantagens oferecidas está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos, emissão de notas fiscais e a possibilidade de usar cartão de crédito/débito para facilitar a compra para o cliente.

Além disso, o MEI será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Assim, pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 51,85 (valor para serviços e sujeito a revisão ao longo do tempo), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Declarando o faturamento somente uma vez ao ano.

Gostou da ideia? Então registre-se e obtenha seu CNPJ neste momento! Lembre-se de colocar “agência de turismo” como ocupação principal.

Basta clicar aqui.

Este vídeo pode esclarecer bastante a respeito do processo de criação da MEI:

Para a maior parte dos empreendedores que procurar se legalizar, a opção mais aconselhável será a formação de uma microempresa. Uma vez que o limite de uma MEI pode ser muito baixo para negócios em funcionamento, mesmo que na informalidade.

Neste caso, por favor leia o post endereçado a micro e pequenas empresas, aqui!

As ferramentas que ajudam a ter maior gestão e eficiência em seu negócio:

De acordo com o Estudo da Competitividade do Turismo Brasileiro: o segmento de agências e operadoras de viagens e turismo, elaborado pelo MTur, as principais transformações no setor de turismo internacional têm sido a integração e a formação de alianças estratégicas entre empresas e grupos turísticos, bem como sua crescente internacionalização.

As mudanças recentes no segmento de transporte aéreo têm contribuído para o enfraquecimento do papel de intermediação tradicional das agências, devido à comercialização direta de passagens aéreas no mercado consumidor com o auxílio da Tecnologia da Informação (TI) e, principalmente, devido à redução de sua principal fonte de receita: o comissionamento das empresas aéreas.

O uso da tecnologia pelas próprias agências contribui para uma maior eficiência e rapidez do agenciamento e para a elevação das vendas e dos lucros.

Dica! 😉 :Se você gostaria de usar uma plataforma gratuita para gestão da sua agência, responda esta pesquisa para ter acesso a ferramenta.

Atualmente o mercado de turismo em grupo está dominado por agências informais que preferem não se legalizar por desconhecimento, por achar que existe muita complexidade em  obter as aprovações do governo e dificuldade em lidar com a carga tributária.

Mas vale a pena destacar conhecerem os benefícios em se tornar um organizador legalizado. Veja o vídeo com alguns exemplos:

 

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